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Barraco - Eu acredito é na rapaziada!
Tem dias que é melhor ficar em casa.
Ontem fui ao Sarajevo. Abaixo tem o e-mail que mandei para a casa.
Sei que consegui sair de lá às 6:00 da manhã, depois de chamar a polícia, e alegar cárcere privado.
Lógico, teve barraco, eu quase agredi a gerente do bar, movimentei a casa inteira. Todos fizeram um manifesto dentro da casa porque eles estavam segurando meus documentos. Rezaram o Pai Nosso na sala da gerência, cantaram o Hino Nacional, aquela farofa.
Tirando todo o estresse, até que foi engraçado. O mais hilário foi a casa ficando vazia assim que eu gritei: Já chamei a polícia, e eles estão chegando.
A gerente me chamou de querida, e a mandei tomar no cu na frente do sargento, que inesperadamente me apoiou. “Ela é sua amiga para ser chamada de querida?”
E ainda tomei cantada do sargento:
“- Senhorita Viviane, com todo respeito, você é muito bonita!”
Sai de lá com o saldo devedor de R$ 50, 00, sendo que eu nem havia consumido nada.
Bem, este foi o preço para não ficar até meio-dia na delegacia.
Prezados, Ontem estive no bar. Bar este que eu já freqüento há algum tempo. Infelizmente tive um imprevisto. Perdi minha comanda logo no começo da noite. Assim que percebi a falta, que foi logo, avisei a gerência da casa, que me orientou a avisar os bares e os seguranças. Fiz exatamente o que a Juliana (gerente) mandou. Ela me informou que a possibilidade de encontrarem a minha comanda era muito grande, o que de certa forma me tranqüilizou. Já cansada, no final da noite, voltei a falar com ela. A comanda não havia sido encontrada. Segundo ela, de acordo com o que estava escrito na mesma, eu teria que pagar a quantia de R$ 300,00 pelo sumiço. Óbvio que eu não tinha esta quantia. Tentei argumentar, sem sucesso, que eu havia informado o sumiço logo no começo da noite, e que se ela pudesse verificar no sistema da casa, eu ainda nem tinha consumido nada. Ela me informou que isso era impossível. Enfim, não vou escrever uma bíblia sobre este tema. Acredito que a casa tenha interesse em melhorar, e acho que o serviço de comanda é muito falho. A funcionária foi intransigente, mal-educada, pouco solícita e extremamente grossa. Tenho absoluta certeza que estes adjetivos não são dados somente por mim. Pois tive a oportunidade de conversar com outros freqüentadores, e a opinião é a mesma. Se ela trabalha com o público, o mínimo que deveria ter era educação. Afinal de contas, ela como gerente, é a imagem da casa. Sendo assim, a imagem é péssima. Eu, e muitos amigos, que estavam presentes, nos recusamos a freqüentar a casa enquanto a gerência for da senhorita Juliana. Bem, o final da história foi com a polícia adentrando ao local. O que denigre muitíssimo a moral da casa. No mais, os outros funcionários foram muito solícitos e educados. Gostaria de agradecê-los pelo excelente serviço prestado, principalmente da segurança (que eu não me recordo o nome). Se escrevo o e-mail é porque gosto da casa, e não gostaria de deixar de freqüenta-la. Atenciosamente, Viviane Pires.
Escrito por Vivi´s às 17h00
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Terapia do tanque
É só não termos algo, que passamos a precisar.
Uma vez quase morri de cólica renal, se precisasse do SUS, teria morrido de dor.
Voltei de Floripa com desarranjo intestinal, vugo, diarréia. Tive febre também.
Como sou uma desocupada, passo o dia lendo qualquer coisa, ou assistindo televisão.
E a propaganda toda hora falava sobre os sintomas da dengue. Automaticamente comecei a sentir tudo. Foi em questão de minutos. Diagnostiquei-me com dengue.
Pensava no hospital do Ipiranga (público), e só tinha vontade de chorar. Além de estar com dengue, vou ter que disputar o metro quadrado no corredor do hospital.
Cheguei até a ver a manchete no “Agora”: Mulher morre de dengue no hospital Ipiranga. Só de pensar nesta possibilidade, meu sangue fervia.
Eu tinha o plano de saúde top de linha, aqueles master-gold-mega-plus-síriolibanês-etudoqueeutenhodireito. Agora eu estava no sofá, com dengue, e quando eu mais precisava de todo aquele conforto, eu não tinha mais.
E este pensamento só aumentava o desarranjo.
No jornal passou uma matéria falando da febre amarela. Mudei meu diagnóstico. Eu estava com febre amarela.
Liguei para minha mãe:
- Mãe, acho que estou com febre amarela.
- Vai lavar um tanque de roupa suja que passa.
- Eu vou morrer!
- Deixe para morrer amanhã cedo, hoje meu expediente está acabando. Amanhã é um bom dia, tenho reunião.
Como ela é uma pessoa sem coração. Deus me livre! Eu com febre amarela, cólera ou dengue, e ela fazendo piada.
Decidi que isso não era vida, e resolvi fazer um novo plano de saúde. E todos os sintomas, como um passe de mágica, passaram. Todo dia pergunto ao Seu João se chegou correspondência. Espero não ter nada até a carteirinha chegar. Acho que vou parar de ver televisão.
Escrito por Vivi´s às 01h50
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